Booking Reativo vs Booking Ativo

Quando falamos de booking, gosto de o enquadrar em duas visões: o booking reativo (ou passivo) e o booking ativo.

Mas qual a diferença?

Já vimos neste blog o que é o booking e quem é o agente de booking, bem como os tipos de negócios de booking possíveis.

Mas na arte do booking (ou da marcação de concertos) existem várias formas de o fazer. A meu ver, nenhuma destas duas visões funciona sem a outra.

BOOKING REATIVO (ou passivo)

Começamos talvez pelo ideal. Como o nome indica, neste tipo de visão, o booker tem modus operandi aguardar o contacto de promotores interessados para depois poder decidir e negociar os que mais interessam.

Do ponto de vista de negociação, é sempre preferível quando o nosso artista gera tanto interesse que os próprios promotores entram em contacto. Quando o interesse se inicia da parte do cliente, as possibilidades de fechar o negócio e nas melhores condições são sempre superiores.

Neste caso, resta-nos confirmar se há interesse ou não em colocar o artista no referido evento, acertar detalhes logísticos e de agenda e voilá!

BOOKING ATIVO

Todos os agentes ou agências de booking devem focar-se em procurar sempre as melhores soluções para os seus clientes, os artistas.

Estarmos ativos no mercado à procura de possibilidades, não menospreza o valor do nosso artista. Temos sim que, enquanto agentes, procurar investir no que nos virá a dar mais proveito à carreira do artista.

A nível estratégico, este trabalho também será feito muito ao lado do Manager, e procurará os principais palcos onde gostava de poder colocar o artista, seja pela visibilidade, notoriedade ou simplesmente por um gosto pessoal do próprio músico.

Quando olhamos para a agenda, também poderá ser interessante, visto que temos um espetáculo marcado para Braga numa sexta-feira, podemos ativamente procurar uma colocação para um espetáculo no sábado em Vila Real ou Mirandela, por exemplo.

Qual o melhor?

Penso que não poderemos pensar num sobre o outro mas ambos funcionam em conjunto. Esta divisão também é algo teórico em que gosto de pensar.

Não existe um valorização e/ou descrédito em fazer um ou outro. Ambos são essenciais.

A meu ver, o melhor é sempre estar ativo no mercado de forma a garantir que conseguimos o melhor para os nossos clientes.

João Moura de Paiva

Managing Partner @ tuff Agency