Tipos de negócio do Booking

Este artigo vai debruçar-se um pouco sobre os tipos de negócio mais comuns na área de booking. Esta análise tanto se aplica à indústria da música como ao teatro e ou a dança.

Já todos estamos conscientes de como o booking é uma peça fundamental para a subsistência para qualquer projeto artístico.

Existem vários tipos de negócio possíveis e todos apresentam tanto vantagens como desvantagens. Muitos poderão ser aplicados consoante a notoriedade do artista, o tipo de espaço e o tipo de evento.

Tipos de negócio

O tipo de negócios mais comuns variam sempre consoante quem está a assumir risco. Todas as produções de um espetáculo acarretam um risco. Existe sempre uma despesa com a promoção, espaço, condições técnicas, outros gastos, mesmo que ninguém compre um bilhete. Quem assume essas despesas está a assumir o risco e consequentemente irá ter maior proveito (ou não).

Vamos analisar os tipos de negócio mais habituais.

Venda direta

Este é sem dúvida o negócio ideal para um agente. Neste caso, existe um interesse partilhado entre o promotor e o agente em negociar o determinado espetáculo. Acorda-se um valor entre ambos e o agente responsabiliza-se em garantir a presença do artista e a execução do espetáculo em troca de um valor fixo acordado. Toda a produção e promoção, é assegurada pelo promotor que receberá 100% de toda a receita.

Neste caso, o risco está todo do lado do promotor. O artista/agente irá receber o seu cachet vendam-se 10, 100 ou 1000 bilhetes.

Este tipo de negócio é feito para festivais, festas, casinos, câmaras municipais, etc.

Produção Própria

Um espetáculo de produção própria é um espetáculo onde a estrutura central do artista arrisca a produção em determinado espaço. Aqui, assume toda a questão de produção e promoção do evento, vendendo os bilhetes e recolhendo todo o valor de receita.

Neste caso, o artista é o próprio promotor e consequentemente, assume todo o risco pois não sabe quanto irá ganhar.

Parceria

Num regime de parceria, o risco é partilhado entre o promotor / sala e a equipa do artista. É um tipo de negócio bastante comum em salas de espetáculo mais pequenas. Aqui, não existe um cachet negociado mas sim uma % da receita de bilheteira repartida entre a sala e o artista. Por exemplo, é comum um negócio de 70% da bilheteira para o artista e 30% para o espaço que ficará também com o bar. Os custos de produção ficam do lado do espaço e cada um dos lados partilhará os esforços de promoção para que se venda o maior número de bilhetes. É o chamado negócio de “divisão de porta” ou “à porta”.

É um tipo de negócio comum em bares, salas de espetáculo e auditórios.

Por vezes, também existe um tipo de negócio onde o espaço paga um cachet reduzido à banda e além disso, garante uma % da bilheteria.

Espero que esta informação tenha sido bastante útil. Enviem os vossos comentários para joao@tuff.pt de forma a podermos melhorar este artigo para todos.

João Moura de Paiva

Managing Partner @ tuff Agency